Dia de cão

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ViaturaJosé estava passando por uma rua deserta destas que lhe da arrepios quando passa depois das dezenove horas da noite ele andava calmamente as mãos nos bolsos, pois estava frio aquele dia, foi quando ele ouviu um grito.


_Ei você.


Ele olhou para dentro da favela e viu um homem apontando uma arma para ele.


_Esta guardando o que nos bolsos, ande com as mãos livres se não vai ser cravejado de bala qualquer hora desta.


Lentamente ele tirou as mãos do bolço, não carregava nada nas mãos, na carteira tinha seu pagamento, e na mente as dividas que sabia que aquele dinheiro não pagaria, se fosse roubado ia ficar muito pior, a dívida iria triplicar, e sua situação ficaria bem pior.


O homem gritou falou para José apertar o passo e sumir dali, e foi o que ele fez começou a andar um pouco mais rápido, sem colocar as mãos no bolço, o susto que passou fez com que o frio passasse era como se estivesse em pleno verão, como estava feliz de não ter sido roubado, ou assassinado sem motivos.


Quando estava longe da favela acreditando estar em segurança viu uma viatura policial vindo em sua direção, sentiu-se seguro.


Dois policiais desceram como um tiro da viatura e o terceiro ficou imóvel dentro do carro, pronto agora serei enquadrado pensou José.


Eles gritavam mão para cabeça vagabundo, rapidamente José colocou as mãos na cabeça, vai pra parede, ele encostou na parede, um policial continuou apontando a arma, enquanto o outro guardou a sua e começou a revista-lo, não encontrou nada de importante, o homem que estava com a arma apontada para José chegou mais perto colocou a mão no bolço de trás de José e pegou sua carteira, entregou ao outro policial que a abriu rapidamente, pegou o RG e leu em voz alta.


_José.


_Sou eu senhor.


José ainda estava olhando para parede, o policial colocou a carteira na mão de José, os homens se encaminharam para o carro.


Foi quando José perguntou?


_Cade os setecentos reais que estava aqui?


_É o pedágio você está contribuindo com o pedágio, disse sorrindo o policial.


_Mas, vocês não podem fazer isso.


_Podemos e fizemos, e suma daqui seu maldito ou vou te faço uma peneira com meu brinquedinho, disse o terceiro policial que saiu do carro com uma sub-metralhadora apontada para José.


José saiu pensando: _Desse jeito não tem como viver, quem devo temer, em quem devo confiar.


Mas uma coisa aprendi: _Na frente de favelas nunca ande com as mãos no bolço.

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